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quinta-feira, 13 de março de 2014

Metodologia da pesquisa na educação básica

Não há como evitar, pois é um fato: um dos recursos educacionais para aprender e ensinar é o trabalho de pesquisa. Ela aparece desde a educação básica, segue até a livre-docência e por toda a vida humana. Tal constatação significa que o ensino técnico que se traduz na elaboração de bons trabalhos de pesquisa é um dos mais significativos conteúdos educacionais.
 
Todavia, por desconhecimento de alguns gestores das Instituições de Ensino ou até mesmo por falta de profissionais capacitados no ensino deste conteúdo disciplinar, o que ocorre em algumas práticas ditas educativas é que, quase sempre ela se destina a docentes que necessitam completar sua carga horária. Os prejuízos disso nas pesquisas de TCCs, Dissertações e Teses com baixa qualidade que são percebidas na Instituições Privadas, mas também nas Públicas. Faltam lógica no texto, delimitação do objeto de pesquisa, método, dentre outros itens que resultam em reflexões qualitativas.
 
Se o Brasil deseja, de fato, melhorar sua situação educacional com a finalidade do desenvolvimento nos potenciais da pesquisa como uma estratégia de aprendizagem, tem de iniciar pela educação básica. Assim, como muitos, João Amós Comenius, Pai da Pedagogia Moderna, explicitou em seu texto Escola da Infância que o primeiro nível educacional (escola-casa) é a família e os pais os primeiros professores (Pais-professores), o que significa que desde a mais tenra idade já se deve, considerando a maturidade de cada criança, investir nos fundamentos da pesquisa para se chegar ao conhecimento.
 
Eis a questão, na educação básica, como complemento à educação do aluno-criança, deve investir e incentivar o ensino de metodologia, a fim de estimular seus alunos a pesquisa que resultará certamente na aprendizagem de qualidade. Neste caso, conseguirá superar as questões ainda do decorar para realização de avaliação, tristemente, presente em muitos colégios particulares e públicos.   
 
Deve ser lembrado aqui, para os desavisados e aos que possuem somente o senso comum de que Metodologia diz respeito apenas a ABNT, de que esta concepção é equívoca. O conhecimento das normas é parte da discussão, mas ela envolve a preparação das aulas, roteiros de estudos, leituras proveitosas, pesquisas de campo, dentre outras formas atrativas de ensinar e aprender, além de se preocupar em detalhar os estudos em sala de aula e aplica-las a realidade social do aluno.
 
Edson Pereira Lopes

quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Educação cristã, Ensino religioso e Educação teológica




 
Por Edson Pereira Lopes

 

Nos últimos anos têm ocorrido uma crescente discussão com relação à relevância da religião na formação integral do ser humano. O termo “formação”, por sua vez está diretamente relacionado com a educação, que resulta no binônimo: religião-educação, o qual é uma das mais importantes temáticas das igrejas da atualidade.

A partir do binônimo: educação-religião, pode-se pensar em educação religiosa, entendida como a transmissão de conceitos e valores de qualquer religião tais como o surgimento do universo, a relevância familiar, os valores morais e éticos e da crença num transcendente. Na educação religiosa está assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa brasileira e é vetada qualquer forma de proselitismo.

Com este mesmo princípio de binônimo, é possível pensar em educação cristã, compreendida como um processo educacional que busque o desenvolvimento da pessoa e de seus dons; o conhecimento da realidade, do mundo e do homem sob a perspectiva cristã da vida. Isto significa ler as áreas do conhecimento humano, tais como: as ciências agrárias, as biológicas, as da saúde, as exatas e da terra, humanas, sociais aplicadas, engenharias, linguísticas, letra e artes, e outras, pelo referencial teórico ou “lente” das Escrituras Sagradas, a fim de que no aspecto prático vise não só o benefício do aluno, mas que este encontre a verdade; tenha comunhão, ame e seja paraíso de delícias do Criador, como afirmou João Amós Comenius (1592-1670) em sua Didática magna.

Há espaço, ainda para se pensar em educação ou ensino teológico, que não tem como propósito a formação formal de ministros e missionários, como ocorre nos institutos bíblicos e seminários. Ela pode discutir a teologia e o fenômeno religioso no campus universitário. Difere da educação cristã no sentido de que esta tem como foco propiciar ao homem a comunhão e amor ao Criador, enquanto a educação teológica tem a teologia como um campo do saber, a ser refletido por pessoas, que necessariamente não professam a fé cristã ou qualquer religião.
 
 
Para aperfeiçoamento da discussão ler, o meu livro publicado plea Editora Mundo Cristão